terça-feira, 19 de novembro de 2013

Maior oferta de creches pode elevar salários e liberar 4 milhões de mulheres para o trabalho


(O Globo) Manter filhos nas creches melhora a vida das crianças e das famílias, principalmente no bolso. Pesquisa inédita da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República comprovou: o salário das mães cresce de R$ 70 a R$ 200, o que representa alta de 20% a 25% na renda familiar. O impacto no emprego feminino é maior: entre as mulheres com filhos na creche, 50% trabalham. Entre as que têm crianças fora da educação infantil, o índice é de 40%. Aumentar o total de creches pode elevar em 3,9 milhões a oferta de mão de obra feminina no mercado de trabalho, num momento em que a falta de pessoal é queixa recorrente. A pesquisa, feita em conjunto com o Banco Mundial e a Universidade College London, acompanhou 1.500 crianças cariocas de 4 e 5 anos: metade conseguiu entrar em creches públicas em 2007 e a outra metade, não.
Seis testes cognitivos aplicados nas crianças mostram o benefício de começar cedo a educação infantil: elas têm mais controle da inibição, vocabulário maior e se acalmam mais facilmente.
- Serão adultos mais preocupados com o bem público, irão melhor na escola, terão maior capacidade de socializar - diz Ricardo Paes de Barros, subsecretário de Ações Estratégicas.
Entrada mais cedo na escola
No Rio, onde o estudo tem apoio da Secretaria Municipal de Educação, creches públicas e privadas atendem a 24% das crianças de 0 a 3 anos, taxa superior aos 21,2% da média do país. Na faixa de 4 e 5 anos, são 83%, acima da média, de 78,2%. Mas há demanda reprimida, principalmente na região metropolitana. Neide Ferreira Costa da Silva, moradora de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), enfrenta três conduções com a filha Isabella para ir à creche, na Zona Sul do Rio. Ela não conseguiu vaga perto de casa:
- Só aceitam depois de dois anos, já desfraldado, e é difícil conseguir entrar.
A quantidade de creches prometidas pela presidente Dilma Rousseff até o fim do governo foi alvo de polêmica recente. Em seu programa de rádio, mencionou mais de 8 mil unidades, em abril. Após reportagem do GLOBO, em outubro, corrigiu o número para 6 mil. O governo informou, em nota, que o número maior se devia a creches contratadas no governo Lula e que estavam em construção agora.
Para o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Aloisio Araujo, que organizou o livro Aprendizagem infantil - uma abordagem da neurociência, da economia e psicologia cognitiva , a taxa de 20% de cobertura do Brasil é razoável. Em países desenvolvidos, não ultrapassa 50%, pois não há obrigação de pôr crianças na creche.
- É uma forma de transferência de renda, transfere recursos para aumentar a capacidade futura da sociedade - disse.
De olho nos benefícios, Petrolina (PE) se distanciou da média nacional e inaugura praticamente uma creche por semana. Em três anos, elevou o total de unidades de 23 para 124. Para isso, contrariou os manuais de administração pública e usa dinheiro até das mães para manter os locais.
Desde o início deste ano, os pais têm obrigação de pôr as crianças na escola a partir dos 4 anos. As prefeituras têm até 2016 para oferecer vagas. Até 2012, a entrada obrigatória na escola era aos 6 anos.
- A creche liberou as mulheres para empregos melhores - avalia Rosane Mendonça, diretora da Subsecretaria de Ações Estratégicas.
No Rio, há 701 espaços de educação infantil, sendo 247 creches que funcionam em horário integral. Em uma delas, em São Cristóvão, está Ana Júlia, de 2 anos:
- O problema é que funciona das 7 às 16h40m e só chego do trabalho perto de 20h - conta a mãe, Rafaela Cordeiro Araújo, que precisa pagar R$ 250 por mês para uma vizinha buscar sua filha.
Para Hildete de Melo, professora da UFF e especialista na questão de gênero, a pesquisa ajuda a desmistificar a crença de que as creches são prejudiciais à criança:
- A creche permite que a mulher trabalhe e socializa a criança.
Números
21,2% É A PARCELA de crianças de 0 a 3 anos atendidas em creches no Brasil
78,2% DA POPULAÇÃO de crianças de 4 e 5 anos estão na educação infantil
24% DAS CRIANÇAS DE 0 a 3 anos estão em creches públicas e privadas no Estado do Rio
83,1% DAS CRIANÇAS DE 4 a 5 anos estão em creches no Estado do Rio
'É a famosa porta de saída da pobreza'
Para subsecretário de ações estratégicas, creche melhora qualidade do emprego e promove igualdade de gênero
Qual o papel das creches na vida da mulher? A creche é o melhor mecanismo de inclusão produtiva. Num ambiente de economia favorável, quando há oportunidade de trabalho, ela provoca efetivo aumento da renda da família, de maneira sustentada. O Bolsa Família e o Cartão Carioca aliviam a pobreza. Se queriam achar a famosa porta de saída da pobreza, você achou.
Como isso acontece? A mulher tem mais condições de ter um emprego de qualidade e ascender. Aquela cujo filho não está na creche acaba circulando mais na informalidade. Creche promove igualdade de gênero.
Como aumentar a cobertura? Entre as famílias 10% mais ricas, a cobertura está em 45%. Não acho que o Brasil tenha demanda para mais de 50%. Muitas prefeituras podem ter restrições para aumentar o pessoal. Trabalhar com as OS (organizações sociais privadas) seria uma solução.

domingo, 17 de novembro de 2013

Pinturas de Rosa Farias em exibição na Exposição da ALESE dia 19

No dia 19 de novembro será aberta a edição de novembro do Espaço Cultural Djenal Queiroz. A mostra traz exposição de pinturas de Rosa Faria, esculturas de Beto Ribeiro, exposição de fotografias de Felipe Araújo, lançamento de obra de J. Anderson Nascimento (sobre Rosa Faria) e apresentação musical de Jiló. As exposições prosseguem no hall da Assembleia Legislativa até o dia 11 de dezembro.

Dilma veta projeto que criaria novos municípios

Dilma veta projeto que criaria novos municípios

A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 98/2002 que criava, incorporava, fundia e desmembrava municípios. No despacho presidencial ao Congresso, publicado hoje em edição extra no Diário Oficial da União, Dilma diz que a proposta de lei devolvida ao Congresso contraria “o interesse público”. A matéria foi devolvida hoje ao presidente do Legislativo, Renan Calheiros (PMDB-AL) que terá que colocar o veto para a análise dos deputados e senadores.

Segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida expandiria “a expansão expressiva do número de municípios” o que acarretaria no aumento das despesas do Estado com a manutenção da estrutura administrativa e representativa. O ministério ponderou, ainda, que o crescimento de despesas não será acompanhado por receitas que permitam a cobertura dos novos gastos, “o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.

Além disso, os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso, acrescentam na justificativa para o veto presidencial, acarretaria em prejuízos para as cidades menores, além de maiores dificuldades financeiras.

Da Agência Alese

PED: Ana Lúcia atende aos apelos de Rogério Carvalho

PED: Ana Lúcia atende aos apelos de Rogério Carvalho
A decisão aconteceu em reunião na manhã deste sábado, 16
Ana Lúcia: "Os dois candidatos compõem historicamente o mesmo campo político"(Foto: Arquivo Portal Infonet)
A deputada estadual Ana Lúcia Vieira (PT), terceira colocada nas eleições do Processo de Eleições Diretas (PED), integrante da Articulação de Esquerda, decidiu no final da manhã desta sábado, 16, apoiar o deputado federal Rogério Carvalho, candidato a presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Sergipe. Rogério, que obteve a 1ª colocação nas eleições realizadas no último domingo, 10, disputará o segundo turno com o candidato do governador licenciado, Marcelo Déda, o também deputado federal Márcio Macedo.
Em nota, a deputada Ana Lúcia, informou que a decisão pelo apoio a Rogério Carvalho foi tomada “diante dos debates realizados no seio da tendência, diante dos diálogos e reuniões com agrupamentos dos dois candidatos e diante das propostas apresentadas”.
“Aqui em Sergipe, os filiados credenciaram duas candidaturas para o segundo turno das eleições do PT: Rogério Carvalho e Márcio Macedo. Para nós, da Articulação de Esquerda, os dois candidatos compõem historicamente o mesmo campo político do PT, que hegemoniza as posições do partido desde 1995. Nesse sentido, desde já, a Articulação de Esquerda reafirma a sua defesa de um PT de esquerda, socialista e revolucionário, bem como as suas divergências históricas e estratégicas com o campo majoritário, a exemplo de nossa posição contrária às Fundações na saúde e ao trato equivocado do Governo Estadual com o movimento sindical”, enfatiza Ana Lúcia.
Ela explicou que a disputa no segundo turno definirá apenas o presidente Estadual do partido. A Direção Estadual – composta por 46 membros mais o Presidente e o líder da bancada na ALESE - já foi definida no primeiro turno, a partir da votação das chapas, ficando a seguinte proporção: 18 vagas para a chapa Militância Presente, Partido Forte; 18 vagas para a chapa O Partido que Muda Sergipe; 7 vagas para a chapa: Vamos Mudar o PT para Mudar Sergipe; e 3 vagas da chapa encabeçada por Severino Bispo.
“Sem dúvidas, essa composição sinaliza positivamente para um equilíbrio de forças, em que nenhum dos agrupamentos obteve maioria absoluta. Isso significa que, durante os quatro anos de gestão, o debate político e o diálogo entre todas as tendências deverá ser a tônica no PT Sergipe”, entende a deputada.
E completou que o apoio se dá em marcos programáticos e de propostas concretas para o funcionamento e atuação do Partido dos Trabalhadores em Sergipe, em três pontos essenciais: funcionamento do partido; questão eleitoral e relação partido-governo-movimento sindical/social. “Portanto, o apoio da Articulação de Esquerda se estabelece a partir do momento em que o candidato Rogério Carvalho se compromete com essas propostas”, finaliza.
Por Aldaci de Souza

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sergipe é destaque nacional em empreendedorismo feminino

Percentual de mulheres proprietárias de um negócio cresceu quase 40% em dez anos

O número de mulheres proprietárias de um negócio em Sergipe cresceu quase 40% no período de dez anos, o que levou o Estado a alcançar o terceiro lugar no ranking de empreendedorismo feminino no país. Entre 2001 e 2011 elas passaram de 69 mil para 96 mil. As informações constam no Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas, elaborado pelo Sebrae em parceria com o Dieese.

Em Sergipe, as mulheres já são responsáveis pelo comando de 35,8% das micro e pequenas empresas – aquelas com faturamento de até R$ 3,6 milhões. Em 2001, esse percentual era de apenas 19,2%. Em dez anos o número de homens donos do próprio negócio aumentou de 152 mil para 186 mil.

O estudo aponta que essas empresárias são jovens (50,2% delas possuem entre 18 e 39 anos e 42,7% de 40 a 64 anos), chefes de família (40%), possuem ao menos um filho (70%) e também desempenham atividades domésticas (95% delas). Elas exercem suas atividades principalmente no Comércio, sobretudo na venda de roupas, acessórios e calçados. Os setores de Serviços e Indústria também abrigam considerável número de empreendimentos femininos.

O nível de escolaridade também é maior entre as mulheres empreendedoras do que entre os homens. Mais de 40% delas têm nível superior completo ou mais, enquanto o percentual no sexo masculino é de 32%. Entre 2001 e 2011, o número médio de anos de estudo das mulheres cresceu 20%, passando de 7,0 anos para 8,4 anos.

“As mulheres estão ocupando mais espaço no mercado e buscando a qualificação necessária para empreender com sucesso. Isso é extremamente importante para a nossa economia, já que as empresas criadas por elas estão cada vez mais sólidas, resultando na geração de mais empregos”, destaca o superintendente do Sebrae em Sergipe, Lauro Vasconcelos.

Sobrevivência

Um outro estudo do Sebrae divulgado este ano revelou ainda que aumentou também, no mesmo período, o tempo de sobrevivência das empresas comandadas por mulheres. O percentual de empreendimentos criados há mais de cinco anos passou de 48% para 54%, enquanto o índice de negócios criados há menos de dois anos caiu de 30% para 25%.

Os dados mostram que as mulheres ainda apresentam faturamento inferior aos homens. Mais de 70% delas recebem até dois salários mínimos, enquanto entre os homens esse percentual é de 59%. Por outro lado, o rendimento médio real das empresárias, já descontada a inflação, cresceu 41% nos últimos dez anos, quatro por cento a mais que entre os homens.

De acordo com o estudo, as empreendedoras contam com acesso mais facilitado aos meios de comunicação e informação que os homens. Quase 95% delas possuem telefone fixo ou celular em casa, 54% têm microcomputador e 48% contam com acesso à internet. O percentual entre os homens foi de 89%, 44% e 37%, respectivamente.

Para incentivar cada vez mais o empreendedorismo feminino, desde 2004 o Sebrae realiza anualmente o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Ao longo dos anos, a premiação registrou um aumento no número de empreendedoras. Em 2012, contou com 5,4 mil inscrições em todo o Brasil. A etapa estadual registrou 42 finalistas.

Por: Wellington Amarante

Vereadora Emília Correa lamenta desastres atmosféricos

A vereadora Emília Corrêa (DEM) lamentou os desastres causados pelas fortes chuvas nos últimos dias e pediu mais atenção e união das autoridades em prol das famílias que perderam seus bens de forma trágica.
A parlamentar lembrou que os problemas de alagamento se estendem há anos e ninguém faz algo para mudar o quadro. “As informações que obtivemos de moradores do Lourival Batista é que o bairro já alagava, mas nunca tinha chegado a essa proporção. Se alguém for às ruas vai perceber que praticamente todas as casas tem uma espécie de paredão na porta em virtude dos alagamentos quando chovem, então esse problema já vem se alastrando há anos. Não será da noite para o dia que tudo será resolvido”, ressaltou.

Emília Corrêa expressou sua angústia ao ter assistido os idosos saindo de suas casas e crianças assustadas em meio a tanta água. “Algo precisa ser feito pela drenagem de Aracaju e tenho certeza que João fará. Todos os anos, nós aracajuanos sofremos com isso e já está na hora de dar um basta. Não dá mais para negar esse momento de desespero pelo qual passam centenas de famílias, que mais de uma década ouvimos insistentemente ser chamada de “capital brasileira da qualidade de vida”, criticou.

A parlamentar disse que vai solicitar a prefeitura de Aracaju um estudo do sistema de drenagem da cidade. “O objetivo é encontrar uma solução para essa situação absurda de alagamentos sem fins. Podem cobrar, porque farei minha parte. Até lá, apelo para o nosso senso de solidariedade e não esqueçam que essas vítimas ainda se encontram desamparadas. O momento agora dispensa qualquer partidarismo. O partido agora deve ser Aracaju ou melhor o povo aracajuano”, frisou.

A

Ministra Luiza Bairros destaca impacto das conferências no governo

Ministra Luiza Bairros destaca impacto das conferências no governo
Para ministra, debates conferenciais são importantes numa pauta como a racial porque o governo nunca quer se apresentar à sociedade de mãos vazias
A ministra Luiza Bairros recebeu as Comunicadoras Negras para uma entrevista coletiva durante a III Conapir. Por uma hora, foram debatidos temas como o pré-sal, a reforma politica, as políticas de comunicação, a PEC das domésticas, entre outros assuntos que dizem respeito às mulheres negras.
Os/as internautas podem conferir na Fan Page das #comunicadorasnegras trechos da coletiva de imprensa com a Ministra Luiza Bairros. A entrevista completa está disponibilizada na nossa página.
Neste primeiro vídeo, a jornalista Angélica Basthi pergunta à ministra sobre os impactos da realização da III Conapir dentro das instâncias governamentais.